@MASTERSTHESIS{ 2024:1711014579, title = {Aplicação de rede neural auto-organizada na análise cinemática da marcha e sua associação com a intensidade da dor em mulheres com dor femoropatelar}, year = {2024}, url = "http://bibliotecatede.uninove.br/handle/tede/3701", abstract = "Introdução: A Dor Femoropatelar (DFP) é um distúrbio musculoesquelético prevalente, particularmente entre mulheres, com uma taxa estimada de incidência de 29,2%. A DFP está associada a adaptações motoras durante a marcha, no entanto, a relação entre desvios de movimento e a intensidade da dor ainda não está totalmente compreendida. O Movement Deviation Profile (MDP) demonstrou ser uma ferramenta eficaz na identificação das diferenças cinemáticas entre mulheres com e sem DFP, oferecendo uma abordagem inovadora para simplificar dados cinemáticos complexos. A utilização do MDP para avaliar as mudanças na marcha e correlacioná-las com a intensidade da dor pode representar uma estratégia importante na reabilitação de pacientes com DFP. Objetivo: Investigar a associação entre o MDP e a intensidade da dor em mulheres com DFP durante a marcha. Métodos: Este estudo retrospectivo incluiu dados de 571 mulheres com DFP e 571 mulheres assintomáticas pareadas pela idade, ano e altura, coletados entre 2012 e 2020. As participantes com DFP relataram dor retro ou peripatelar por, no mínimo três meses, com uma intensidade mínima de 3 na Escala Visual Analógica (EVA). A marcha foi avaliada utilizando um sistema de captura de movimento Vicon de oito câmeras, com os dados processados através do modelo Plug-in Gait e do software Vicon Nexus 2.14. O MDP foi utilizado para quantificar os desvios de marcha no grupo com DFP em comparação ao grupo sem dor. A média e o intervalo de confiança da EVA foi de 6.03 (5.91 – 6.15), enquanto a média e intervalo de confiança do MDP (MDPmédio) foi de 13,17 (12.73°–13.61°). Resultados: Observou-se uma forte correlação positiva (r=0,959, p<0,001) entre a intensidade da dor e o MDPmédio, sugerindo que níveis mais elevados de dor estão associados a maiores desvios na marcha. Discussão: A dor pode alterar o movimento, e ferramentas como o MDP são cruciais para avaliar os desvios de marcha e correlacioná-los com a intensidade da dor em pacientes com DFP. Os achados sugerem que a intensidade relatada de dor associa à diferentes níveis de alterações na marcha. Essas alterações podem ser uma resposta natural do corpo a dor crônica, mas também podem contribuir para o agravamento da função e da qualidade de vida dos pacientes com DFP. A análise detalhada dos desvios de movimento, como realizada com o MDP, fornece informações importantes para o desenvolvimento de intervenções clínicas mais precisas e eficazes, visando melhorar a mobilidade e reduzir a dor. Clinicamente, a DFP envolve diversas adaptações que afetam a função motora e a qualidade de vida, tornando essencial o uso de métodos quantitativos, como o MDP, para melhor entender a magnitude dessas alterações e suas implicações. Conclusão: Este estudo destaca a importância de integrar a análise do movimento em avaliações clínicas, proporcionando uma base sólida para a implementação de estratégias terapêuticas direcionadas que possam restaurar a função e melhorar os resultados a longo prazo. O uso do MDP pode ser um diferencial significativo na personalização de tratamentos e na otimização da reabilitação, permitindo um acompanhamento mais preciso da progressão da dor e das adaptações motoras durante o tratamento da DFP.", publisher = {Universidade Nove de Julho}, scholl = {Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação}, note = {Saúde} }