@MASTERSTHESIS{ 2025:1692807833, title = {Projeto Especial de Ação (PEA) na educação infantil: a interseção experiência-diálogo entre o planejado e o realizado.}, year = {2025}, url = "http://bibliotecatede.uninove.br/handle/tede/3861", abstract = "Esta pesquisa examinou o itinerário formativo do Projeto Especial de Ação (PEA) a partir de três perguntas: quais são as diferenças entre o PEA planejado e o efetivamente realizado?; que estratégias enriquecem a experiência e o diálogo?; e quais consequências a aplicação do PEA produz na práxis docente? O objetivo geral foi compreender como o PEA se configura a partir dos elementos de experiência e diálogo, analisando desafios, limites e possibilidades. Especificamente, buscou-se identificar diferenças entre o planejado e o realizado, analisar estratégias que favorecem um itinerário dialógico e experiencial, e investigar o impacto do PEA na formação continuada. O enfoque adotado foi qualitativo e exploratório, combinando observação participante, análise documental e entrevistas semiestruturadas. As categorias de análise foram: significados do PEA; PEA planejado e realizado; experiências no PEA; desafios, dificuldades e possibilidades. O estudo ocorreu em um Centro de Educação Infantil do bairro Bom Retiro, da Rede Municipal de Ensino de São Paulo, envolvendo uma assistente de direção, uma coordenadora pedagógica e três docentes. O referencial teórico incluiu António Nóvoa, Dermeval Saviani, Francisco Imbernón, Jorge Larrosa Bondía e Paulo Freire. A premissa de que o PEA prioriza cronogramas em detrimento da experiência e do diálogo foi parcialmente confirmada. Observou-se forte preocupação com prazos e registros, ainda que demandas docentes tenham sido atendidas. Houve pouca aprofundação das temáticas, com assuntos oscilando entre estratégias e informes.Verificaram-se discrepâncias entre o planejado e o realizado, especialmente ao cotejar cronogramas e atas, que não refletiam plenamente as vivências. No que se refere à experiência e ao diálogo, incluíram-se momentos de reflexão, porém superficiais e centrados em relatos de práticas, com baixa problematização e análise crítica, revelando fragilidade dialógica. Destacou-se o esforço da coordenação para sistematizar um itinerário apoiado em trocas, embora sumário e sem tempo-espaço para construções coletivas, o que afastou o PEA da experiência formativa necessária ao aperfeiçoamento da práxis no CEI “Felinas”. Por categorias: significados do PEA indicaram consenso quanto ao seu valor como espaço de intercâmbio e aprendizagem. Planejado versus realizado: evidenciou se uma brecha entre documentação formal e vivências, falta de tempo e distanciamento de necessidades reais, o que limitou a aprofundação. Experiência no PEA: difícil reconhecimento de experiências formativas efetivas, apesar da valorização das interações e da comunidade. Desafios e oportunidades: tempo escasso, saturação informativa, sobrecarga burocrática, afastamento da prática diária e pouco espaço para o diálogo, somados à urgência de aprimorar o processo. Predominou um ritmo acelerado e protocolar, com raras narrativas breves permeadas por emoções; houve acolhida a demandas individuais e oportunidades para opinar. Conclui-se que, embora o PEA do CEI Felinas apresente lacunas entre o planejado e o realizado e um caráter burocrático e informativo em seus registros, existiram estratégias para enriquecer experiência e diálogo, porém de modo intermitente, individualizado e não sistemático. Como marca da práxis docente, valorizaram-se as trocas de vivências, limitadas pela falta de aprofundação crítica e reflexiva. Carta à comunidade, livro eletrônico e encontros formativos são propostos como intervenção e socialização do percurso investigativo, a ser difundido e continuamente avaliado pelas equipes.", publisher = {Universidade Nove de Julho}, scholl = {Programa de Pós-Graduação Profissional em Gestão e Práticas Educacionais}, note = {Educação} }