@MASTERSTHESIS{ 2025:1625556071, title = {Saúde mental no universo do teletrabalho e do trabalho digital: o papel da empresa na proteção do trabalhador}, year = {2025}, url = "http://bibliotecatede.uninove.br/handle/tede/3890", abstract = "O presente estudo busca aprofundar no meio acadêmico a discussão sobre as transformações do trabalho na era digital e seus impactos na saúde mental, bem como as possíveis responsabilidades empresariais. Partindo de um panorama histórico, chega-se à Quarta Revolução Industrial, marcada por acelerados avanços tecnológicos e pela Sociedade da Informação. O meio ambiente laboral físico se integra ao digital, não se restringindo mais ao espaço e aos limites temporais tradicionais. A pandemia de Covid-19 intensificou o acesso e a velocidade nas comunicações, ampliando o número de profissionais que trabalham de forma remota. Para alcançar uma compreensão plena sobre este fenômeno, é necessário analisar terminologias emergentes e características do trabalho digital, como sua relação com a inteligência artificial, a gig economy, o nomadismo digital e a creator economy. O percurso metodológico permitiu verificar que as dinâmicas laborais atuais, marcadas pela vigilância algorítmica e dissolução das fronteiras entre vida pessoal e profissional, não apenas ampliam riscos já conhecidos, como também introduzem novos padrões de desgaste. O estresse e o assédio no trabalho estão ligados ao desenvolvimento de variados transtornos, que elevam os números de afastamentos previdenciários a cada ano. Destaca-se o burnout, ou esgotamento profissional, mas há também outros distúrbios, cuja compreensão se faz necessária: tecnoestresse, burnon, zoom fatigue, karoshi, nomofobia digital, FOMO etc. A pesquisa demonstra a necessidade de fortalecer a proteção legal dos trabalhadores digitais, inclusive para impedir discriminações, precarização e o desemprego estrutural, a fim de se evitar o sofrimento laboral. O princípio constitucional da dignidade da pessoa humana, as normas internacionais pertinentes aos direitos fundamentais, à saúde e ao trabalho digno, a legislação interna e as normas regulamentadoras, oferecem base jurídica para consolidar este amparo. Diversas estratégias de prevenção de riscos psicossociais são investigadas, como o código de ética, canal de escuta, programas de bem-estar e tecnologias de monitoramento. Conclui-se que o trabalho digital, ao mesmo tempo em que potencializa oportunidades de flexibilidade e inovação, também produz vulnerabilidades, exigindo respostas jurídicas, organizacionais e culturais.", publisher = {Universidade Nove de Julho}, scholl = {Programa de Pós-Graduação em Direito}, note = {Direito} }