@PHDTHESIS{ 2025:1001719527, title = {Avaliação da relação entre cinesiofobia, autoeficácia e desvio dos padrões de movimento em pessoas com dor femoropatelar}, year = {2025}, url = "http://bibliotecatede.uninove.br/handle/tede/3913", abstract = "Introdução: A dor musculoesquelética é um problema de saúde pública global, com impactos significativos na qualidade de vida e na funcionalidade dos indivíduos. Dentre essas condições, a dor femoropatelar (DFP) é uma das queixas mais prevalentes em adultos jovens, especialmente mulheres, sendo caracterizada por dor anterior no joelho durante atividades que aumentam a carga na articulação. Embora historicamente considerada autolimitada, evidências recentes mostram que a DFP pode persistir e resultar em limitações funcionais prolongadas. A literatura atual reforça a importância de uma abordagem multifatorial da dor crônica, que contemple não apenas aspectos biomecânicos, mas também fatores cognitivos- comportamentais como a cinesiofobia, catastrofização da dor e autoeficácia, os quais influenciam diretamente a experiência dolorosa e o comportamento motor. A resposta ao movimento, por sua vez, pode refletir tanto estratégias adaptativas quanto comportamentos mal adaptativos aprendidos. Métodos de avaliação dinâmica, como o teste funcional Lateral Step- Down (LSD), possibilitam uma análise mais sensível da resposta do movimento ao estímulo nociceptivo, em comparação a medidas retrospectivas tradicionais. Diante disso, torna-se essencial investigar de forma integrada os fatores cognitivos-comportamentais, funcionais e motores em indivíduos com DFP, visando a elaboração de estratégias terapêuticas mais eficazes, individualizadas e centradas no paciente. Objetivos: Os objetivos principais desta tese são: 1) Avaliar as associações entre a cinesiofobia, os fatores cognitivo-comportamentais, a dor e os domínios funcionais em indivíduos com dor femoropatelar (DFP). 2) Determinar qual medida de dor autorreferida: (a) dor média nos últimos 15 dias, (b) dor na chegada do paciente para avaliação (baseline) ou (c) dor durante cada série de movimentos apresenta maior associação com o perfil de desvio do movimento (MDP) durante o Lateral Step-Down (LSD) em pessoas com dor femoropatelar. Métodos: 1) Trata-se de um estudo transversal envolvendo 66 indivíduos com DFP, submetidos à avaliação cinemática durante o Lateral Step-Down (LSD), concomitantemente à avaliação cognitivo-comportamental. Para examinar a cinemática angular durante a realização do SDL foi utilizado o Movement Deviation Profile (MDP). A avaliação cognitivo-comportamental foi conduzida por meio da aplicação de escalas destinadas a mensurar o medo relacionado ao movimento (Escala Tampa de Cinesiofobia), a confiança do indivíduo em realizar atividades mesmo diante da dor (Pain Self-Efficacy Scale (PSEQ-10) e Chronic Pain Self-Efficacy (CPSE) e o impacto emocional e comportamental negativo associado à forma de lidar com essa experiência dolorosa (Escala de Catastrofização da Dor). Posteriormente, antes das análises principais, verificou-se a normalidade e a homogeneidade dos dados, garantindo a adequação e a consistência das etapas estatísticas subsequentes. Em seguida, foi construído um modelo estatístico para identificar os fatores mais associados à cinesiofobia, utilizando seleção automática de variáveis e critérios de qualidade do modelo. 2). Trata-se de um estudo transversal com 66 indivíduos com DFP foram submetidos à avaliação cinemática durante 12 ciclos do LSD concomitante com a aplicação da escala visual analógica da dor (Numerical Pain Rating Scale). Para examinar a cinemática angular durante a realização do LSD foi utilizado o MDP. Já para a avaliação do nível de dor, a escala numérica da dor foi aplicada em seis momentos distintos: inicialmente, considerando os 15 dias anteriores à coleta de dados; em seguida, antes do início da execução do agachamento unipodal; e posteriormente, a cada quatro repetições do agachamento unipodal. O estudo empregou um modelo linear generalizado para analisar a evolução das variáveis ao longo de múltiplas séries, considerando possíveis interações entre as variáveis analisadas, estimando coeficientes de regressão e associações existentes. Resultados: 1) A cinesiofobia diminuiu 0.31 pontos a cada aumento de um ponto no escore da Pain Self-Efficacy Questionnaire (PSEQ-10). Por outro lado, a variável MDPmean apresentou efeito diretamente proporcional, indicando aumento de 0.24 pontos na cinesiofobia para cada aumento de 1 grau no desvio do padrão de movimento. 2) A análise dos resultados mostrou que em todas as análises, nenhum dos índices de dor, seja retrospectivo, basal ou induzido pela tarefa, apresentou associação estatisticamente significativa com o desvio de movimento. A direção dos coeficientes indicou uma tendência fraca e positiva entre maior dor e valores mais altos de MDP, especialmente para a dor durante o movimento; entretanto, essas tendências não atingiram significância estatística convencional. Conclusão: 1) Os achados destacam que a autoeficácia, mensurada pelo PSEQ-10 e o MDP são variáveis importantes para explicar a cinesiofobia, evidenciando seu caráter multifatorial. 2) Os resultados deste estudo indicaram que o desvio do movimento ao longo de quatro séries de agachamento unipodal não se associou a nenhuma medida de dor, seja retrospectiva ou experimentada durante a execução do exercício.", publisher = {Universidade Nove de Julho}, scholl = {Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação}, note = {Saúde} }