@MASTERSTHESIS{ 2025:1500985343, title = {Efeitos da fotobiomodulação na diferenciação, viabilidade e migração de mioblastos C2C12 expostos a diferentes concentrações de dexametasona durante a indução da diferenciação}, year = {2025}, url = "http://bibliotecatede.uninove.br/handle/tede/3926", abstract = "O músculo esquelético mantém sua função por meio do equilíbrio entre proliferação, diferenciação e regeneração, processos dependentes da ativação das células satélites. Após lesão, essas células originam mioblastos que se diferenciam e reconstituem as fibras musculares. A dexametasona, apesar de eficaz como anti-inflamatório, compromete esse reparo ao induzir atrofia muscular e outros efeitos metabólicos adversos. A fotobiomodulação apresenta potencial para melhorar viabilidade, proliferação e diferenciação de mioblastos, além de modular a inflamação e favorecer o trofismo muscular, possivelmente por mecanismos mitocondriais. Porém, ainda há poucos estudos avaliando sua ação frente à atrofia induzida por glicocorticoides. Assim, o objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos da FBM sobre a diferenciação, viabilidade, migração e síntese de citocinas inflamatórias em mioblastos da linhagem C2C12 expostos a diferentes concentrações de DEXA. Foram analisadas cinco condições experimentais: células C2C12 em meio proliferativo; células em meio de diferenciação expostas à FBM; grupo controle apenas em meio de diferenciação; células tratadas com DEXA (5, 10 ou 200 µM) durante a diferenciação; e células tratadas com DEXA nas mesmas concentrações associadas à FBM. Os grupos FBM foram irradiados utilizando laser de 780 nm, 70 mW de potência, 15 segundos de exposição e exposição radiante de 26,25 J/cm². A viabilidade, proliferação e migração foram avaliadas pelas técnicas de MTT, Cristal Violeta e Ensaio de Ferida respectivamente. A diferenciação dos mioblastos foi avaliada por meio da contagem de núcleos e índice de fusão usando a coloração May Grunwald e Giemsa. As citocinas IL-6 e TNF- α foram quantificadas pela técnica de ELISA. Foram realizados três experimentos independentes e as análises realizadas nos períodos de 24, 48 e 72h. Todos os resultados foram submetidos a análise estatística. Os resultados deste estudo mostraram que a DEXA reduziu a viabilidade dos mioblastos C2C12 de forma dependente do tempo e da concentração, com maior citotoxicidade nas doses de 10 e 200 µM. A FBM atenuou parcialmente esses efeitos, preservando a viabilidade e estimulando a proliferação principalmente entre 24 e 48 h. Na diferenciação, a DEXA diminuiu a formação de miotubos e o índice de fusão, enquanto a FBM isolada favoreceu a miogênese e, quando associada à DEXA, reduziu parte do prejuízo, mantendo células mais alongadas e organizadas. O ensaio de migração mostrou que a DEXA comprometeu o fechamento da ferida ao longo do tempo, e que a FBM não conseguiu reverter esse efeito nas condições testadas. As citocinas IL-6 e TNF-α também foram suprimidas de maneira tempo- e dose-dependente pela DEXA, e a FBM modulou parcialmente essa queda. Em conjunto, os achados indicam que a FBM exerce efeitos protetores sobre mioblastos expostos à dexametasona, favorecendo processos bioenergéticos, proliferativos e iniciais da diferenciação, ainda que suas ações sejam limitadas frente a concentrações mais altas do fármaco. Esses resultados sugerem que a FBM pode ser uma estratégia promissora para mitigar efeitos deletérios de glicocorticoides, embora estudos adicionais sejam necessários para aprofundar seus impactos na migração e na modulação inflamatória.", publisher = {Universidade Nove de Julho}, scholl = {Programa de Pós-Graduação em Medicina – Biofotônica}, note = {Saúde} }