@PHDTHESIS{ 2025:2062508859, title = {Avanços na terapia fotodinâmica: estudo comparativo dos fotossensibilizadores butil azul de toluidina, azul de toluidina e azul de metileno na viabilidade, proliferação e incorporação celular de fibroblastos – estudo in vitro}, year = {2025}, url = "http://bibliotecatede.uninove.br/handle/tede/3932", abstract = "Introdução: A terapia fotodinâmica antimicrobiana destaca-se como abordagem coadjuvante no controle de infecções, utilizando fotossensibilizadores que, quando ativados pela luz, geram espécies reativas de oxigênio capazes de promover dano microbiano por mecanismos não específicos, com baixa probabilidade de indução de resistência. Embora o azul de toluidina O e o azul de metileno sejam amplamente utilizados, o derivado butil azul de toluidina O apresenta maior lipofilicidade, menor citotoxicidade e maior potencial de geração de oxigênio singlete. Neste estudo, comparam-se os efeitos desses três fotossensibilizadores sobre a viabilidade, a proliferação e a incorporação celular em fibroblastos, no escuro e após a irradiação fotodinâmica. Metodologia: A relação concentração–resposta dos fotossensibilizadores BuTBO, TBO e MB foi previamente determinada a fim de padronizar as condições experimentais e identificar as concentrações capazes de preservar a maior viabilidade e proliferação celular na ausência de luz. Para isso, células L929 foram expostas aos três corantes (0–100 µM) por 5 minutos, lavadas e analisadas no escuro, definindo-se a concentração de 25 µM para os experimentos subsequentes. Em seguida, essa concentração foi utilizada para avaliar a resposta após irradiação (660 nm, 2,4 J; 125 s). A viabilidade celular foi quantificada pelo ensaio de MTT e a proliferação pelo método de cristal violeta, sob as mesmas condições experimentais. A incorporação dos fotossensibilizadores (25 µM) foi analisada por fluorescência. Os dados foram submetidos à ANOVA de dois fatores (fotossensibilizador × concentração) e à ANOVA de uma via (fotossensibilizador), ambas seguidas do pós-teste de Bonferroni (p < 0,05).Resultados: A exposição de 5 minutos aos fotossensibilizadores (0–100 µM) não alterou a viabilidade celular (MTT) nem a proliferação (Cristal Violeta) em 0 h e 24 h (p > 0,05). Após a PDT, todos os grupos apresentaram redução significativa da viabilidade em relação ao controle (p < 0,05). O Butil Azul de Toluidina O apresentou a menor densidade óptica (DO ≈ 0,63) no ensaio de MTT, indicando o maior efeito citotóxico sob irradiação, enquanto o Azul de Toluidina O e o Azul de Metileno exibiram valores intermediários (DO ≈ 0,77 e 0,80). Não foram observadas diferenças significativas na proliferação celular entre os grupos (p > 0,05). A microscopia de fluorescência evidenciou incorporação citoplasmática do BuTBO em fibroblastos L929, com padrão difuso no escuro e distribuição mais granular após a irradiação, sugerindo redistribuição intracelular. Alterações morfológicas discretas ocorreram sem perda de adesão celular, em consonância com a maior redução da atividade metabólica observada no ensaio de MTT, indicando efeito citotóxico predominantemente intracelular. Conclusões: Após a PDT, o butil azul de toluidina O apresentou a maior redução da viabilidade metabólica em fibroblastos L929 em comparação aos demais fotossensibilizadores, mantendo a proliferação celular preservada. A detecção intracelular por microscopia de fluorescência reforça seu efeito fotodinâmico superior e seu potencial para aplicações futuras.", publisher = {Universidade Nove de Julho}, scholl = {Programa de Pós-Graduação em Medicina – Biofotônica}, note = {Saúde} }