@MASTERSTHESIS{ 2022:1321323003, title = {A integração enfermagem-oftalmologia na atenção primária à saúde, por meio da teleoftalmologia, permite o rastreamento adequado da retinopatia diabética e reduz a sobrecarga de atendimento na atenção secundária}, year = {2022}, url = "http://bibliotecatede.uninove.br/handle/tede/3960", abstract = "O diabetes mellitus (DM) caracteriza-se como uma doença metabólica complexa, decorrente da deficiência relativa ou absoluta de insulina, afetando o metabolismo dos carboidratos, lipídios e proteínas. O DM está associado a complicações crônicas cardiovasculares, do sistema nervoso periférico e autonômico e da microvasculatura. A retinopatia diabética (RD) é uma das complicações mais prevalentes, especialmente em pacientes com longo tempo de doença e mau controle glicêmico. identificação precoce da RD, combinado ao gerenciamento adequado do DM e da hipertensão, pode retardar a sua progressão e proteger contra a perda da visão. A triagem anual para RD é um método custo-efetivo para reduzir a cegueira evitável; no entanto, com o aumento crescente da população com DM, a disponibilidade de oftalmologista para o atendimento mostrou-se deficiente e incapaz de lidar com esta demanda no Serviço Único de Saúde. O aprimoramento das tecnologias digitais e a maior consolidação da telessaúde estão gerando oportunidades para que a triagem, diagnóstico e gerenciamento de RD sejam mais efetivos. Neste sentido, os objetivos desta pesquisa foram analisar 1) a viabilidade do uso de tecnologia digital associada à telemedicina e a qualidade das imagens geradas por profissionais de enfermagem da rede pública de saúde; 2) a prevalência de RD em indivíduos com DM tipo 2, acompanhados em uma unidade de atenção básica à saúde, utilizando para tanto uma tecnologia digital associada à telemedicina e 3) se o diagnóstico da RD com uso do retinógrafo portátil é capaz de abreviar o tempo de espera para avaliação com especialista no serviço público. Para tanto, realizamos um estudo prospectivo, englobando 779 participantes, selecionados e avaliados no período de fevereiro a junho de 2020. Na primeira fase do projeto, enfermeiras foram treinadas para o uso do retinógrafo portátil e as imagens obtidas foram graduadas em relação à qualidade. A curva de aprendizado de aquisição das imagens foi estimada de acordo com o número de exames que permitiriam decisão clínica, ou seja, de imagens graduáveis. A partir do 7º dia, a taxa de imagens graduáveis foi mantida acima de 80%. Dos 779 participantes avaliados, 120 exames não permitiram decisão clínica e outros 72 tinham opacidade de meios ocular, 436 indivíduos foram identificados com RD ausente e 151 com RD presente. A teleoftalmologia permitiu o avaliar a retina em 75,3% dos 779 participantes, a prevalência de RD atingiu 25,7%. Os participantes com RD presente tinham média da HbA1c e tempo de duração do diabetes significativamente maiores que os RD 15 ausentes (p= 0.009 e p < 001, respectivamente). O tempo de espera para atendimento com oftalmologista variou de 23 a 240 dias, a média e desvio padrão foi de 162,8 ± 54 dias. Os resultados encontrados permitiram as seguintes conclusões: 1) o uso do retinógrafo portátil pela equipe de enfermagem mostrou ser uma estratégia viável para rastreamento da RD na atenção básica à saúde; 2) a prevalência de RD por teleoftalmologia foi de 25,7% nos indivíduos com DM tipo 2; e 3) não foi possível identificar redução no tempo de espera para atendimento com especialista, que variou de 23 a 240 dias, contudo a integração enfermagem-oftalmologia, via teleoftalmologia, contribuiu para melhor gerenciamento e utilização de recursos, pois mais da metade dos participantes foram classificados com RD ausente, com indicação de manter seguimento na atenção básica.", publisher = {Universidade Nove de Julho}, scholl = {Programa de Pós-Graduação em Medicina – Ciências da Saúde}, note = {Saúde} }