@MASTERSTHESIS{ 2023:1297492311, title = {Efeitos do treinamento em ergômetro de braço na pressão arterial ambulatorial em pacientes com doença arterial periférica}, year = {2023}, url = "http://bibliotecatede.uninove.br/handle/tede/3966", abstract = "Pacientes com doença arterial periférica (DAP) apresentam um alto risco de eventos cardiovasculares fatais e não fatais. Estratégias que auxiliam na redução do risco cardiovascular nesses pacientes se fazem necessárias para a melhora da saúde e qualidade vida desse paciente. Estudos com treinamento em ergômetro de braços (EB) têm demonstrado trazer benefícios na capacidade funcional de pacientes com DAP contornando a principal barreira para a prática de exercício nesses pacientes, a dor. Entretanto, o efeito desse tipo de treinamento em indicadores da função cardiovascular, como a pressão arterial ambulatorial, ainda não está estabelecido. Sendo assim, o objetivo do presente estudo foi analisar os efeitos do treinamento em EB na pressão arterial ambulatorial de pacientes com DAP e compará-lo com a atual recomendação de exercício, o treinamento de caminhada (TC). Nesse ensaio clínico randomizado e controlado, pacientes foram alocados aleatoriamente em três grupos experimentais: treinamento em EB, TC e grupo controle (GC). Os grupos EB e TC realizaram duas sessões semanais com a intensidade equivalente à 13-15 na escala de percepção subjetiva de esforço de Borg. Os pacientes do GC compareceram, duas vezes por semana, apenas para realizar atividades diversas e convívio em grupo, sem nenhum exercício envolvido. Além disso, todos os grupos foram encorajados a aumentar o nível de atividade física, o que normalmente é a orientação na conduta clínica. Previamente ao início e após 12 semanas de intervenção, foram obtidos os seguintes indicadores da pressão arterial ambulatorial sistólica (PAS), média (PAM) e diastólica (PAD): média das 24h, período de vigília, período de sono, ascensão matutina, descenso noturno, carga pressórica e variabilidade média real. Para análise foram utilizadas as equações de estimações generalizadas tendo como fatores os grupos (EB, TC e GC) e os tempos (pré e pós-intervenção) e como significância o P <0.05. Todos os grupos partiram dos mesmos valores de pressão arterial ambulatorial. Após 12 semanas foi possível observar efeito de interação na PAD de 24 horas com efeito do post hoc apenas no EB [pré 78 (10) vs. pós 72 (5) mmHg, p=0,005]; na PAM de vigília no [EB: pré 94 (11) vs. pós 96 (11), p=0,044] e [TC: pré 94 (11) vs. pós 96 (11) mmHg, p=0,044]; na PAD de vigília do grupo EB [pré 81 (11) vs. pós 76 (14) mmHg, p=0,001]; na carga pressórica da PAD de 24 horas [EB: pré 45 (42) vs. pós 24 (35) %, p=0,016]; na variabilidade média real da PAD [EB: pré 9 (3) vs. pós 8 (2); e TC: pré 7 (3) vs. após 8 (3), GC: pré 7 (4) vs. após 7 (3), p=0,018. Nas demais variáveis não foi possível observar efeitos significantes. Em conclusão, os resultados preliminares desse ensaio clínico demonstram que 12 semanas de treinamento em EB possivelmente reduz a PAD de 24h e a PAD e PAM de vigília, os valores da PAD na variabilidade da média real e na carga pressórica de 24h em pacientes com a DAP e sintomas de claudicação intermitente.", publisher = {Universidade Nove de Julho}, scholl = {Programa de Pós-Graduação em Medicina – Ciências da Saúde}, note = {Saúde} }