@MASTERSTHESIS{ 2026:1278712813, title = {Ecossistêmicos e desigualdades socioespaciais: uma análise das áreas verdes urbanas em Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil}, year = {2026}, url = "http://bibliotecatede.uninove.br/handle/tede/3969", abstract = "Introdução/Objetivo: O processo de urbanização acelerada tem aprofundado as desigualdades socioambientais nas cidades, intensificando as ilhas de calor e a degradação da qualidade ambiental urbana. Embora a vegetação urbana atue como Solução baseada na Natureza (SbN), fornecendo serviços ecossistêmicos como regulação térmica e sequestro de carbono, sua distribuição é desigual e frequentemente dissociada das áreas mais vulneráveis. Diante disso, o estudo teve como objetivo analisar, em escala intraurbana, a distribuição desses serviços ecossistêmicos no município de Ribeirão Preto (SP) e sua relação com padrões de desigualdade socioespacial, incorporando o contexto de mudanças climáticas como elemento estruturante da análise. Metodologia: Foram mapeadas a temperatura de superfície (LST) e o potencial de sequestro de carbono (CO2FLUX) nos períodos chuvoso e de estiagem, a partir dos quais se derivaram índices ecofisiológicos e correlações funcionais. Paralelamente, elaboraram-se índices de vulnerabilidade social com base em dados censitários do IBGE (2022). Os indicadores ambientais foram sintetizados por Análise de Componentes Principais (PCA) e agrupados por k-means, definindo classes térmico-ecológicas intraurbanas. Cada setor censitário foi classificado simultaneamente quanto à condição ambiental e à vulnerabilidade (CLASS_ISV), permitindo a construção de uma tabela de contingência. A associação entre as variáveis foi avaliada por meio do teste Qui-quadrado (χ²), com nível de significância de 5%. Resultados: Os resultados evidenciaram associação estatisticamente significativa entre condição ambiental e vulnerabilidade social, indicando que setores mais vulneráveis coincidem com áreas de maior estresse térmico e menor provisão de serviços ecossistêmicos. Observou-se um gradiente térmico-ecológico, no qual o aumento da LST está associado à redução da capacidade ecofisiológica da vegetação. A análise multivariada permitiu identificar tipologias ambientais operacionais ao planejamento urbano, demonstrando a concentração persistente de condições ambientais desfavoráveis em áreas socialmente vulneráveis, configurando um quadro de injustiça ambiental urbana. Esse cenário tende a se agravar frente às projeções climáticas regionalizadas para o Estado de São Paulo (2020–2050), que indicam aumento das temperaturas, intensificação das ondas de calor, maior duração dos períodos secos e maior variabilidade dos extremos de precipitação, ampliando riscos associados ao calor extremo, à estiagem e a eventos hidrológicos em Ribeirão Preto. Conclusão: Os resultados reforçam a necessidade de incorporar critérios de equidade socioambiental ao planejamento urbano, com priorização territorial das UOPs 22-O, 11-O, 10-O, 02-N, 03-AER, 01-CE e 08-O. Essa priorização responde às diretrizes das políticas climáticas nacional e estadual, que reconhecem o município como escala estratégica para adaptação e enfatizam a territorialização dos riscos e a integração entre variáveis ambientais e socioeconômicas. No âmbito local, os achados se articulam ao Plano Diretor Municipal, ao Plano Municipal de Mudança do Clima e ao Plano Estratégico do Sistema de Áreas Verdes e Arborização Urbana, orientando intervenções mais precisas e equitativas frente ao agravamento das mudanças climáticas.", publisher = {Universidade Nove de Julho}, scholl = {Programa de Pós-Graduação em Cidades Inteligentes e Sustentáveis}, note = {Administração} }