@MASTERSTHESIS{ 2026:673270605, title = {Quem influência quem? A construção de relacionamentos entre influenciadores e seguidores periféricos nas redes sociais}, year = {2026}, url = "http://bibliotecatede.uninove.br/handle/tede/3973", abstract = "Esta dissertação investiga como se constroem e se sustentam as relações entre influenciadores periféricos e seguidores periféricos nas redes sociais, especialmente no Instagram e no TikTok, e de que modo essas relações orientam a interpretação de endossos e recomendações de marca. O objetivo foi compreender a dinâmica relacional da influência em contextos marcados por desigualdades, nos quais pertencimento, visibilidade, reconhecimento e confiança são negociados ao longo do tempo. A pesquisa adotou abordagem qualitativa, exploratória e interpretativa, com entrevistas semiestruturadas em profundidade realizadas com influenciadores periféricos (n = 9) e seguidores periféricos (n = 5), selecionados por amostragem em cadeia e indicações diretas. Os dados foram transcritos e analisados por Análise de Conteúdo temática. A revisão da literatura permitiu formular proposições analíticas que orientaram a análise intercorpus, mobilizando discussões sobre Homofilia e Heterofilia, relações parassociais, Troca Social e Autenticidade percebida. Os resultados indicam que o vínculo não se desenvolve como sequência linear de adesão crescente, mas como processo contínuo de prova, no qual sinais do mundo vivido, como linguagem, estética, rotina, deslocamento, consumo e materialidade cotidiana, participam da construção da confiança e da legitimidade. As plataformas cumprem papéis distintos na progressão da relação: o TikTok favorece descoberta, recorrência e familiarização sem seguimento formal, enquanto o Instagram tende a concentrar acompanhamento mais intencional, bastidores, previsibilidade e densificação do vínculo. A reciprocidade não se expressa apenas em interações públicas visíveis, podendo assumir formas silenciosas, como compartilhamentos privados, mensagens diretas, salvamentos e incorporação prática do conteúdo ao cotidiano. A autenticidade aparece como julgamento relacional continuamente produzido pela audiência e tende a ser reforçada quando há coerência entre trajetória, linguagem, cotidiano mostrado e recomendações realizadas, ou fragilizada quando a monetização é percebida como ruptura desse alinhamento. Os endossos são mais bem recebidos quando aparecem como compatíveis com o histórico do influenciador, com a vida possível da audiência e com os códigos de legitimidade construídos na relação; quando têm “cara de publicidade”, interrompem o fluxo cotidiano ou parecem incompatíveis com o mundo representado, tendem a elevar o ceticismo e a tensionar o vínculo. O estudo contribui ao qualificar a compreensão da influência digital como fenômeno relacional, situado e mediado por plataformas em contextos periféricos.", publisher = {Universidade Nove de Julho}, scholl = {Programa de Pós-Graduação em Administração}, note = {Administração} }