@PHDTHESIS{ 2025:161117287, title = {Impacto da fotobiomodulação com dispositivo de led de uso domiciliar na reabilitação de fraturas de úmero proximal: estudo clínico controlado randomizado duplo cego}, year = {2025}, url = "http://bibliotecatede.uninove.br/handle/tede/3983", abstract = "A dor e a rigidez articular são complicações frequentes após fraturas do úmero proximal (FUP), resultando em importante limitação funcional. A fotobiomodulação (FBM) tem mostrado benefícios na reabilitação de fraturas. Este ensaio clínico duplo-cego, randomizado, avaliou os efeitos da FBM na recuperação funcional de FUP tratadas cirurgicamente. Quarenta e dois participantes foram randomizados (1:1) em grupo Controle (fisioterapia + FBM simulada) e grupo FBM (fisioterapia + FBM ativa). A FBM foi aplicada diariamente no domicílio por 10 minutos, utilizando dispositivo com 318 LEDs (159 LEDs de 660 nm: 28,5 mW, 12 J/cm², 17 J; e 159 LEDs de 850 nm: 23 mW, 10 J/cm², 14 J). As sessões de FBM e fisioterapia foram realizadas por 12 semanas. Os participantes e avaliadores permaneceram cegos quanto à alocação, e as avaliações ocorreram em 24 h, 1, 2, 4, 8 e 12 semanas após as cirurgias e diariamente por contato telefônico. O desfecho primário foi a função do ombro (QuickDASH). Os desfechos secundários incluíram amplitude de movimento, força muscular, dor, consumo de analgésicos, qualidade de vida (SF-6D), consolidação óssea, ocorrência de efeitos adversos e custo-efetividade. A incapacidade (QuickDASH) diminuiu ao longo do tempo em ambos os grupos, com queda mais acentuada no FBM, porém sem interação significativa. Não houve diferenças entre os grupos na evolução das amplitudes com exceção da rotação medial que apresentou valores menores no grupo FBM quando comparados 2, 8 e 12 semanas vs. 1 dia, sem interação significativa. O grupo FBM apresentou menos dias com dor nas semanas 8 e 12, com interação grupo-tempo significativa. A intensidade da dor em função mostrou interação significativa nas semanas 4, 8 e 12, com menor intensidade no grupo FBM na semana 12. Para a dor noturna, houve interação significativa na semana 12, com redução no grupo FBM e aumento no controle. Ambos os grupos apresentaram aumento progressivo da pressão tolerada até a sensação de dor, sem diferenças ou interação significativa. O consumo de dipirona (dias e comprimidos) apresentou interação significativa nas semanas 8 e 12, com aumento no controle e valores menores no grupo FBM; este grupo também apresentou menor média de dias de uso de dipirona. O uso de tramadol não apresentou diferenças ou interações significativas. O SF-6D apresentou interações significativas nas semanas 8 e 12, com tendência de aumento no grupo FBM. Não foram observadas diferenças entre os grupos na consolidação óssea ou na força muscular, e não houve efeitos adversos relacionados à FBM. Na análise de custo-efetividade a FBM apresentou maior efetividade média na redução do QuickDASH e dos dias com dor, porém associada a custo incremental. A FBM mostrou-se segura e associada à melhora de parâmetros clínicos importantes, especialmente na redução da dor e do consumo de dipirona entre as semanas 8 e 12, além de tendência de melhora na qualidade de vida. Embora não tenha alterado a função global, a amplitude de movimento, a força muscular ou a consolidação óssea e tenha gerado incremento financeiro, seus efeitos analgésicos sugerem utilidade como adjuvante à fisioterapia na recuperação pós-operatória de FUP tratadas cirurgicamente, o que indica que a incorporação da FBM deve ponderar simultaneamente o ganho clínico e custo.", publisher = {Universidade Nove de Julho}, scholl = {Programa de Pós-Graduação em Medicina – Biofotônica}, note = {Saúde} }