@MASTERSTHESIS{ 2026:1200526428, title = {Ação da terapia fotodinâmica antimicrobiana na descontaminação da membrana de celulose bacteriana utilizada em tratamento de queimaduras}, year = {2026}, url = "http://bibliotecatede.uninove.br/handle/tede/4000", abstract = "As queimaduras constituem lesões complexas que comprometem a integridade da barreira cutânea, favorecendo a colonização por microrganismos oportunistas, como C. albicans, o que pode dificultar o processo de cicatrização e reduzir a eficácia de terapias antimicrobianas convencionais. Entre os biomateriais empregados no tratamento de queimaduras, a membrana de celulose bacteriana (MCB) destaca-se por sua elevada biocompatibilidade, alta capacidade de retenção hídrica e aptidão para manter um microambiente úmido favorável à regeneração tecidual. Entretanto, sua suscetibilidade à contaminação microbiana evidencia a necessidade de estratégias de descontaminação que preservem suas propriedades funcionais. Nesse contexto, a Terapia Fotodinâmica Antimicrobiana (aPDT) surge como uma alternativa promissora, baseada na ativação fotoquímica de um fotossensibilizador (FS), capaz de gerar espécies reativas de oxigênio com ação antimicrobiana multialvo, sem indução de resistência microbiana e com baixa citotoxicidade tecidual. Este estudo teve como objetivo avaliar a eficácia da aPDT na descontaminação de membranas de celulose bacteriana contaminadas experimentalmente com C. albicans (ATCC 90028), analisando a interação do fotossensibilizador com o biomaterial, a redução da viabilidade microbiana e as propriedades biomecânicas das membranas após o tratamento. A metodologia compreendeu inicialmente a avaliação da incorporação do fotossensibilizador pela MCB por meio de análise espectrofotométrica em diferentes tempos experimentais. Em seguida, realizou-se a quantificação microbiológica pós-tratamento por contagem de unidades formadoras de colônia (UFC/mL), visando determinar a eficácia antimicrobiana da aPDT. Por fim, foram conduzidos ensaios mecânicos de tração para avaliação da força máxima por área e da deformação por área das membranas. Os resultados demonstraram interação imediata entre o fotossensibilizador e a MCB, com manutenção de comportamento estável ao longo do período experimental. A análise microbiológica evidenciou redução significativa da viabilidade de C. albicans após a aplicação da aPDT, confirmando a eficácia da estratégia de descontaminação. Os ensaios biomecânicos não demonstraram diferenças estatisticamente significativas entre os grupos avaliados, indicando preservação das propriedades mecânicas da membrana após o tratamento. Conclui-se que a aPDT constitui uma estratégia segura e eficaz para a descontaminação de membranas de celulose bacteriana, associando interação estável do fotossensibilizador com o biomaterial, redução significativa da viabilidade microbiana e manutenção das propriedades biomecânicas da membrana, reforçando seu potencial para futuras aplicações no tratamento de queimaduras.", publisher = {Universidade Nove de Julho}, scholl = {Programa de Pós-Graduação em Medicina – Biofotônica}, note = {Saúde} }