@MASTERSTHESIS{ 2026:1439132780, title = {Implementação de um protocolo de avaliação biopsicossocial via videochamada em pacientes com doença pulmonar intersiticial: análise da viabilidade, satisfação, barreiras e facilitadores da aplicação por avaliação remota}, year = {2026}, url = "http://bibliotecatede.uninove.br/handle/tede/4033", abstract = "Introdução: A telessaúde, incluindo a telereabilitação, possibilita o cuidado remoto de pessoas com Doenças Pulmonares Intersticiais (DPI), favorecendo o acesso e a adesão aos serviços de saúde. Entretanto, sua implementação requer avaliação de fatores como conectividade, recursos tecnológicos e satisfação dos usuários. Objetivo: Avaliar a usabilidade de um protocolo biopsicossocial aplicado por videochamada em pessoas com DPI, considerando viabilidade, satisfação e fatores associados à avaliação remota. Métodos: Estudo de metodologia mista, realizado em dois momentos. Inicialmente, foram coletados dados clínicos e psicossociais por meio de instrumentos autorrelatados para avaliação de função corporal, emocional, atividades, participação e fatores ambientais. Em seguida, foram aplicadas perguntas abertas sobre barreiras e facilitadores da avaliação remota, além da avaliação da usabilidade pelo instrumento TUQ-Brazil. A análise quantitativa incluiu médias, desvios-padrão, frequências e taxas de participação e conclusão. A análise qualitativa foi conduzida por análise temática, com leitura, codificação e categorização dos dados. Resultados: A avaliação remota apresentou alta usabilidade, aceitabilidade e viabilidade em pessoas com DPI. A maioria dos participantes considerou o formato viável (93,5%), relatou acesso à internet e baixa dificuldade no uso da tecnologia. As percepções de usabilidade foram favoráveis em todos os domínios avaliados pelo TUQ-Brazil, embora tenha sido observada maior variabilidade nas respostas relacionadas à equivalência com o atendimento presencial e à qualidade da videochamada. A usabilidade apresentou associação significativa com a renda (rho = 0,437; p = 0,014), com a viabilidade percebida do formato (rho = −0,397; p = 0,027) e com a intensidade percebida das barreiras de acesso (rho = −0,428; p = 0,016). Os principais desafios incluíram problemas de conectividade, ausência de exame físico, baixo letramento e segurança digital, além da necessidade de auxílio de terceiros para utilização da tecnologia. Entre os principais facilitadores destacaram-se a economia de tempo e custos, a acessibilidade, a comunicação com o profissional de saúde e a interação com o sistema. De modo geral, a avaliação remota foi percebida como uma estratégia complementar ao atendimento presencial, especialmente para acompanhamento e triagem, e não como um substituto integral da avaliação presencial. Conclusão: A avaliação remota por videochamada apresentou percepções de usabilidade geralmente positivas, além de aceitabilidade e viabilidade em pessoas com DPI. Os achados indicam que essa estratégia pode ampliar o acesso aos serviços de saúde e orientar a implementação cautelosa de modelos híbridos de avaliação, especialmente para triagem, acompanhamento, monitoramento de sintomas e avaliação biopsicossocial por meio de 10 PROMs em contextos com barreiras geográficas ou logísticas. Entretanto, sua implementação deve considerar aspectos relacionados à conectividade, ao letramento digital, ao suporte técnico e à necessidade de exame físico presencial, apoiando seu uso como estratégia complementar, e não substitutiva, ao atendimento presencial.", publisher = {Universidade Nove de Julho}, scholl = {Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação}, note = {Saúde} }