@MASTERSTHESIS{ 2026:1935776566, title = {Efeitos do treinamento físico no tecido muscular da prole de animais expostos à poluição do ar}, year = {2026}, url = "http://bibliotecatede.uninove.br/handle/tede/4037", abstract = "A poluição do ar é um relevante fator de risco ambiental, associada a doenças respiratórias e cardiovasculares e a prejuízos no desenvolvimento fetal. Evidências sugerem que a exposição intrauterina a poluentes pode programar alterações metabólicas e inflamatórias na prole; contudo, seus efeitos sobre o músculo esquelético e possíveis diferenças entre sexos ainda são pouco elucidados. O treinamento físico surge como estratégia não farmacológica capaz de atenuar esses efeitos, por meio da modulação inflamatória, do estresse oxidativo e de adaptações musculares benéficas. O objetivo deste estudo foi investigar os efeitos do treinamento físico sobre o tecido muscular da prole de ambos os sexos exposta à poluição do ar durante a gestação. Ratas Wistar foram expostas ao material particulado fino (MP₂,₅; 600 μg/m³) do 5º dia pós-cópula até o nascimento da prole. Após o desmame, os filhotes foram distribuídos em seis grupos experimentais: macho controle (MC), fêmea controle (FC), macho exposto (ME), fêmea exposta (FE), macho exposto treinado (MET) e fêmea exposta treinada (FET) (n = 6–8 animais/sexo/grupo). Os grupos treinados foram submetidos a um protocolo de treinamento aeróbio moderado em esteira (5x/semana, 8 semanas). Ao final do protocolo, foi realizado teste de esforço máximo e o músculo gastrocnêmio foi coletado para análise da massa muscular, mediadores inflamatórios e marcadores de estrese oxidativo. O treinamento físico aumentou a capacidade física e o desempenho no teste de esforço máximo nos grupos MET e FET. A exposição materna à MP₂,₅, apesar de não alterar o peso muscular, induziu aumento dos níveis de IL-6 em machos e reduziu IL-10 em machos e fêmeas. Os grupos treinados de ambos os sexos apresentaram redução da razão TNF-α/IL-10 muscular. A atividade da SOD muscular foi reduzida e o H₂O₂ aumentado no grupo ME em relação ao grupo MC, o que não foi observado no grupo MET. Houve redução de FRAP no grupo FE em relação ao grupo FC, o que não foi observado nos grupos treinados. O treinamento físico reduziu a atividade da NADPH oxidase e a lipoperoxidação no tecido muscular de machos. Não houve diferenças para GPx, carbonilas e nitrito. Em machos, a razão TNF-α/IL-10 apresentou correlações positivas com H₂O₂ (r =0,69; p=0,01), NADPH oxidase (r =0,64; p=0,04) e TBARS (r=0,70; p=0,01) e correlações negativas com a SOD (r =-0,63; p=0,02) e com o tempo de teste de esforço (r=-0,73, p=0,02). Em fêmeas, observou-se correlação positiva entre a razão TNF-α/IL-10 com a NADPH oxidase (r=0,71; p=0,03) e correlações negativas entre a razão TNF-α/IL-10 com a SOD (r =-0,70; p=0,04), a FRAP (r =-0,72; p=0,03) e o teste de esforço (r=-0,74; p=0,02). Houve correlação positiva entre o teste de esforço máximo e a massa do gastrocnêmio em machos (r = 0,64; p = 0,05) e fêmeas (r = 0,60; p = 0,05). A exposição gestacional ao MP₂,₅ promoveu alterações inflamatórias e redox precoces no músculo esquelético da prole, com maior susceptibilidade em machos e associação com pior desempenho funcional. O treinamento físico pós-natal atenuou esses efeitos e melhorou a capacidade funcional. Em conjunto, esses achados reforçam o papel do exercício físico regular como estratégia não farmacológica relevante para mitigar as repercussões da exposição intrauterina à poluição do ar sobre o músculo esquelético, com potenciais implicações na prevenção de desfechos metabólicos e funcionais ao longo da vida.", publisher = {Universidade Nove de Julho}, scholl = {Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação}, note = {Saúde} }