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Tipo do documento: Dissertação
Título: Formação, trabalho e identidade: expectativas pessoais e profissionais de futuros médicos.
Autor: Souza, Maria Elizabet Lautert de 
Primeiro orientador: Roggero, Rosemary
Primeiro membro da banca: Dias, Elaine Teresinha Dal Mas
Segundo membro da banca: Lorieri, Marcos Antonio
Terceiro membro da banca: Gallotti, Renata Mahfuz Daud
Resumo: O tema dessa pesquisa é a relação entre formação, trabalho e identidade. Tem como questão central as expectativas dos estudantes de Medicina, em relação ao futuro pessoal e profissional. O objetivo foi investigar como o estudante é afetado pelas práticas sociais e educacionais ao longo da formação; quais as influências da cultura que se fizeram presentes em suas escolhas; como a formação em Medicina contribui para a construção da identidade profissional; quais as mudanças entre as expectativas iniciais e ao final da graduação. Partiu-se dos seguintes hipóteses: a) na visão dos estudantes o processo de formação em Medicina está, ainda, mais comprometido com a capacitação técnica e menos com o desenvolvimento de uma visão humanista; b) no início da formação, as expectativas que os estudantes têm sobre o trabalho que irão exercer estão distantes do trabalho possível e, ao longo do curso, aproximam-se da realidade; c) as expectativas, que o indivíduo tem do trabalho e de si mesmo, estão diretamente relacionadas com a cultura e a valorização que seu contexto atribui à atividade profissional que escolhe e desempenha. Os sujeitos são estudantes de Medicina no final de sua graduação, durante o período do Internato, em vias de inserção no mercado profissional. A pesquisa é bibliográfica, documental e qualitativa e configura-se como um estudo de caso, pela análise de dados do curso. Como metodologia de pesquisa empírica, foi utilizada a observação de atividades curriculares dos grupos de Internato, e a história oral de vida como método de entrevista. A escolha do método visa contemplar a dimensão do sujeito em relação com a dimensão social de forma que permita a narrativa mais livre. Foram feitas perguntas disparadoras relativas à história de vida, formação, expectativas, inserção social e profissional, conquistas e projetos, e o porquê da escolha da profissão de médico. Pela análise da narrativa dos sujeitos, se buscou depreender as influências da formação e do trabalho em sua trajetória e construção de identidade profissional. O referencial teórico é o da Teoria Crítica da Escola de Frankfurt. O estudo parte da concepção histórico-social do indivíduo e de sua constituição como sujeito, cujo desenvolvimento está submetido à lógica do capital, em que sua subjetividade e construção de identidade respondem a uma concepção de vida e trabalho atrelada àquela lógica. Dos resultados pode-se destacar que: na visão dos estudantes a formação ainda é mais tecnicista do que humanista; suas percepções diante do final da graduação são de formação em andamento; suas expectativas estão voltadas mais para o sucesso no ingresso e na realização da residência médica como forma de melhor capacitação para o mercado profissional do que para projetos de vida pessoal; suas identidades profissionais ainda estão em fase de transformação em que convivem sentimentos como receio e orgulho; são perceptíveis as influências culturais em suas escolhas e formação, bem como as influências de modelos como amigos, familiares e professores que acabam por se refletir na constituição de valores e na identidade profissional. Quanto à formação, sugerem-se novas pesquisas sobre estudantes ao longo da graduação e sobre os formadores e seu trabalho pedagógico no âmbito da Medicina.
Abstract: The topic of this research is the relationship between training, work and identity. The study aims to explore medical students' expectations regarding their personal and professional future. Its main objective was to investigate how those students are affected by social and educational practices during training; what cultural influences shape their choices; how training in medicine contributes to the development of their professional identity; what changes characterize the initial expectations and the completion of the degree. The assumptions framing the investigation were: a) from the students' perspectives, training in medicine still revolves more around technical development rather than around a humanistic view; b) at the beginning of their training, students' expectations about the work to be carried out in the future do not match possible scenarios and, as the training progresses, those expectations become closer to reality; c) the expectations one has about work and about oneself are directly related to the culture and to the values projected by the context towards professional choices and practices. The subjects of this study are medical students at the completion of their degree, during the internship, and about to enter the professional market. The survey is bibliographic, documentary and qualitative and it takes up the form of a case study looking at data during the course. The empirical research methodology was based on the observation of curricular activities carried out by members of the internship, as well as on interviews about life oral histories. The choice of method aims to encompass the dimension of the subject in relation to the larger social dimension in order to allow the development of free narratives. Questions were asked about life history, training, expectations, social and professional insertion, achievements and projects, as well as the reasons guiding the choice of the medical career. The analysis of the narrative was guided by the Frankfurt School approach to Critical Theory and it sought to unpack the influence held by training and work upon the development of the subject's professional identity. The study derives from individuals' sociohistoric conception and their constitution as subjects whose development is subjected to the logic of capital, in which their subjectivities and identity constructions respond to a conception of life and work tied to that logic. The results highlight that: according to the students' views, training is still more technical than humanist; their understanding at the time of graduation is that training is an ongoing process; their expectations are predominantly geared for success in the initial period of residence as a way to develop better qualification for the professional market rather than for personal life projects; their professional identities are still undergoing transformation including feelings of fear and pride, cultural influences are noticeable in their choices and training and so are the influences of models including friends, family and teachers who end up having an effect on the development of values and professional identity. As for training, we suggest new research about students in training and about their trainers and their pedagogical work in medicine
Palavras-chave: Trabalho
Formação
Identidade profissional
Medicina
História De Vida
Training
Professional identity
Medicine
Life History
Área(s) do CNPq: CIENCIAS HUMANAS::EDUCACAO
Idioma: por
País: BR
Instituição: Universidade Nove de Julho
Sigla da instituição: Uninove
Departamento: Educação
Programa: Programa de Pós-Graduação em Educação
Citação: SOUZA, Maria Elizabet Lautert de. Formação, trabalho e identidade: expectativas pessoais e profissionais de futuros médicos.. 2012. 194 f. Dissertação (Mestrado em Educação) - Universidade Nove de Julho, São Paulo, 2012.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
URI: http://localhost:8080/tede/handle/tede/502
Data de defesa: 18-Oct-2012
Appears in Collections:Programa de Pós-Graduação em Educação

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